Histórico das Fraternidades – As Cruzadas

Na idade Média foi dado o nome de Cruzadas às expedições guerreiras organizadas na Europa nos séculos XI, XII e XIII, com o objetivo de retomar aos turcos e árabes os Lugares Santos da Palestina conquistados por eles.

Os participantes dessas expedições que, desde o início, tomaram o caráter de guerra santa e pecavam sempro por deficiente organização, adotavam nas vestes uma cruz vermelha; eram cristãos de várias nacionalidades e condições sociais e seus comandantes eram os reis nacionais católico-romanos, ou nobres de alta condição, que mobilizavam, cada um, os recursos humanos e os armamento de que dispunham.

Houve oito Cruzadas, que tentaram o empreendimento entre 1095 e 1270.

A primeira, que partiu em 1096 e regressou em 1099, foi pregada na Europa pelo religioso Pedro, O Eremita, que representava o Concílio de Clermont. Não teve êxito e foi desbaratada antes de atingir Jerusalém.

A segunda, da mesma origem, de 1147 a 1149, foi comandada pelo condestável Godofredo de Bouillon, que se apoderou de Jerusalém e estabeleceu ali um reino que teve, aliás, pouca duração.

A terceira, de 1189 a 1192, foi organizada para retomar Jerusalém reconquistada por Saladino, Califa do Egito e da Síria e teve como comandante os reis da França, da Alemanha e da Inglaterra. Não conseguiu retomar a capital, mas apoderou-se de São João d’Acre e firmou com Saladino um tratado que assegurava aos cristãos livre trânsito e garantia de vida para a visitação dos Lugares Santos.

As demais Cruzadas foram se sucedendo com êxitos e fracassos durante vários anos até a oitava e última, comandada por Luiz XI, rei da França, que em 1291 caiu prisioneiro dos sarracenos e morreu diante da cidade de Tunes, sendo os cristãos derrotados definitivamente e voltando ao poder dos muçulmanos todas as conquistas, anteriormente alcançadas.

Entretanto, as Cruzadas não foram de todo inúteis, porque altamente benéfico foi o intercâmbio que se estabeleceu entre vários povos.

Um dos comandantes dessa terceira Cruzada foi Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra, um dos Espíritos da Fraternidade do Santo Sepulcro que, desde 1940, colabora com o movimento espírita do Estado de São Paulo.

Os guerreiros que formaram os núcleos das Cruzadas no correr do tempo organizaram várias “ordens religiosas” de cavalaria, algumas das quais se tornaram poderosas e influíram em governos europeus; e até hoje algumas, com aspecto mais diplomático e beneficente que guerreiro e, nas legiões de Cruzados de Ismael, existem vários de seus membros que continuam a lutar e defender hoje o ideal crístico que os empolgava naqueles tempos heróicos.

Vivência do Espiritismo Religioso – Editora Aliança

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