Fraternidade dos Essênios

Essen era filho de um casal de judeus, escravizados aos egípcios, na aldeia de Goshen. Nasceu quando vigorava a pena de morte para todo recém-nascido do sexo masculino. Vivera até os 13 anos escondido nas cavernas, só saindo à noite, quando os guardas dormiam.

Quando Moisés libertou seus compatriotas, Essen viu pela primeira vez a luz do sol e na sua mente de menino passou a ver no missionário a expressão não só de liberdade, mas também da luz.

Impressionado com a autoridade e a fé do líder, procurava ocultamente observar todas as atitudes, principalmente a devoção e o respeito com que falava ao Deus invisível.

Ao ver Moisés envolto na nuvem brilhante, e, ao sair dela, toda a comunidade ouvir a voz que vinha do Alto, ditando os mandamentos da lei, o jovem adolescente prometeu a si mesmo que, quantas vidad tivesse, jamais desrespeitaria uma sequer daquelas advertências.

O grande legislador, que observava tudo e todos à sua volta, foi notando que aquele menino, cujos olhos o acompanhavam, estava se tornando um homem consciênte e obediente aos seus ensinamentos.

Chamou-o para conversar, a fim de prepará-lo para futuras tarefas, dizendo-lhe: “presta atenção, terás outras vidas até que a Terra receba o Messias. Nesta hora deverás estar com um grupo de companheiros devidamente preparados para, através do pensamento e da oração, dar apoio vibracional, convocando as pessoas, através do teu exemplo e da tua disciplina a seguir o Redentor. Observa bem, eu matei e mandei matar, porque era necessário conter a rebeldia de um povo. Tu, porém, vais assegurar a disciplina e o respeito com a força do teu amor e da tua fé. Formarás uma legião de colaboradores que, com esforço, procurarão facilitar a jornada messiânica. Depois, na esfera do espírito, continuarão incentivando as criaturas a reformular o pensamento e as ações, agindo em favor da coletividade, fiéis ao bem, a fim de caminharem todos juntos, confiantes e seguros, ao encontro do Criador.”

Na época em que o Cristo de Deus peregrinava por Jerusalém, vamos encontrar Essen como Hilarion de Monte Nebo, dirigindo ativamente o grupo de essênios, que, como terapeutas peregrinos, ajudava as pessoas a encontrar Jesus, para que, ouvindo suas palavras, encontrassem a cura para seus corpos e alegria para suas almas.

Em 1950, quando a Federação Espírita do Estado de São Paulo foi chamada por Ismael a cumprir sua tarefa educacional, a Fraternidade dos Essênios veio colaborar, inspirando o Comandante a organizar a Escola de Aprendizes, utilizando a disciplina essênica na reeducação das criaturas com o mesmo programa de então:

  • Primeiro Grau – Despertar no coração dos aprendizes o Amor ao Bem, através do estudo evangélico.
  • Segundo Grau – O aprendiz passa a servir, vivenciando que é só ajudando ao próximo, praticando a caridade, que se aproxima de Deus.
  • Terceiro Grau – O servidor passa a discípulo. Como tal, já sabe servir por si mesmo, oferecendo ao próximo não só os conhecimentos adquiridos, mas também sendo o irmão por excelência, dividindo sua paz e seu amor.

Ainda hoje estes mensageiros continuam a nos inspirar as lições de amor e paz, para que desenvolvamos, por nossa vez, o sentimento de Fraternidade, honrando os ensinamentos crísticos, para que no Terceiro Milenio possamos transformar a nossa terra no Coração do Mundo, na Pátria do Evangelho.

Notas:

  1. Na codificação espírita, Moisés, libertador do povo hebreu do cativeiro no Egito, é apresentado por Allan Kardec como o condutor do processo da Primeira Revelação, contida nos Dez Mandamentos.
  2. Hilarion de Monte Nebo é o autor espiritual do livro Harpas Eternas, no qual relata ter sido contemporâneo de Jesus.
  3. Os terapeutas peregrinos eram essênios que viajavam por toda a Palestina a levar e receber notícias que cooperassem com a missão do Messias, auxiliando os mais carentes de pão e saúde, com os conhecimentos obtidos nos templos da Fraternidade.
  4. Com a implantação do Cristianismo, a Fraternidade Essênia se juntou aos primeiros discípulos, deixando de existir no plano material, para subsistir apenas no Espaço.

 

Martha Gallego Thomaz, Histórias das Fraternidades – Fraternidade Assistencial Esperança

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