Fraternidade da China

 

Entre 551 e 497 antes de Cristo viveu Confúcio. De nobre família chinesa, conviveu com os sábios de sua época, chegando a ser conselheiro de vários principados. Pena que, sendo admirado por muitos, poucos seguiram os seus notáveis ensinamentos. Se governantes e governados tivessem sido influenciados pelas suas idéias e posto em prática os seus ideais, certamente os povos seriam mais felizes.

Acreditando que todo ser humano tem um potencial de bondade, incentivava o auto-aperfeiçoamento, demonstrando que só conhecendo a si mesmo pode o homem viver dentro de uma ética moral e social. Os mais fortes ajudando os mais fracos, começando dentro do próprio reduto familiar. Os mais velhos, através dos seus nobres exemplos, ajudando aos mais novos, aproveitando suas experiências e evitando, assim, sofrimentos desnecessários.

Desencarnando, entrou em contato com a mais alta espiritualidade. Conscientizou-se de que não basta exteriorizar com belas palavras os mais elevados conceitos. É preciso que sejam vividos para que os homens, vendo a prática do bem, procurem imitar essa conduta, semeando a paz.

Tomando conhecimento da vinda do Emissário Divino à Terra, compreendeu que só usando sandálias de peregrino adquiriria condições de ajudar a multidão faminta de conhecimento e de amor. Sofrendo a pobreza material é que se enriqueceria de espiritualidade, multiplicando a sua capacidade de amar.

Voltou então à Terra como Ling Fo, humilde mercador do Oriente. Além das suas mercadorias, oferecia às pessoas a sua experiência, mostrando, com simplicidade e carinho, que a verdadeira felicidade não consiste em possuir muito, mas saber usar o que se tem com dignidade. Aqueles que conviveram com ele outrora, e não o seguiram por pertencerem à nobreza, vieram também conhecer a vida simples, aprendendo que só merece respeito quem sabe respeitar os necessitados de conhecimento e virtude, compreendendo que ninguém pode ser feliz estando rodeado de infelizes.

Finda a nova experiência, voltaram ao plano espiritual, resolvendo organizar um grupo de amparo a todos os seres que possuíssem Boa Vontade para ajudar o semelhante, precisando apenas conhecer as leis da reciprocidade, respeitando a capacidade de cada um.

No momento em que o Evangelho deveria crescer no Brasil, e o Comandante foi chamado à organização das Escolas da Federação, este grupo se apresentou, pronto a colaborar, sendo designado por Armond como Fraternidade da China. Assumiu a tarefa de incentivar a renovação íntima preparando a criatura para o encontro com o Criador.

Vivem nas grutas de Fong Jan, próximo a Shandong. Cuidam da evolução do país, porém se fazem representar nas tarefas de vibrações que são realizadas às quintas-feiras na Federação, buscando inspirar os médiuns para emitir paz para a Terra.

 

Notas:

  1. Confúcio, ou K’ung Fu-Tzu, buscou estruturar um código de procedimentos que pudesse ser utilizado tanto no campo individual quanto na gestão pública. O confucionismo também se difundiu por outros países do Extremo Oriente, como Japão, Cingapura, Vietnã, Coréia do Sul e Taiwan.
  2. A palavra virtude origina-se da expressão latina “pleno de força”. Daí vem também o termo “virilidade”. No primeiro caso, na acepção mais espiritual. No segundo, mais relacionado à força física.
  3. Evangelho é palavra de origem grega que significa “Boa Nova”.
  4. Shandong, ou Shantung, é uma província localizada no leste da China.
  5. A Fraternidade dos Irmãos da China inclui vários integrantes da antiga Fraternidade do Profundo Conhecimento.

 

Martha Gallego Thomaz, Histórias das Fraternidades – Fraternidade Assistencial Esperança

Colaboração da Dra. Julika Kiskos e da médium Ione Gaia.

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