Felicidade

“Felicidade, meu caro companheiro, por enquanto, na Terra, somente temos notícia da sua beleza e do seu estado permanente de bem-estar. Depende do esforço de cada um, no pleno exercício do aprimoramento. Ela é e nunca foi doada; é conquistada pela alma que sobe o calvário da vida. A felicidade não é comprada nem vendida, é acumulada de passo a passo, pelas linhas de oportunidade que a vida nos oferece em todos os momentos. A felicidade é, pois, o conjunto de virtudes acumuladas no coração.

Todos somos candidatos à tranqüilidade imperturbável, mas, para tanto, temos de lutar e vencer a mais dura das batalhas, na guerra com nós mesmos, que carece de vigilância permanente para eliminar os inimigos que muito conhecemos: o ódio, a inveja e o ciúme, a discórdia, a maledicência, a vingança, o orgulho, o egoísmo, etc. São frentes de lutas que devemos travar para vencer a nós mesmos e conhecer o terreno sagrado do nosso coração.

Muitas criaturas há que desanimam na busca da felicidade, por desejarem desfrutá-la de imediato, fato impraticável. Ela começa com a simples mudança de pensamento, descendo para as idéias, dominando as ações, buscando a vivência, demorando, às vezes, tempo prolongado. A verdadeira felicidade exige, na vida de cada um, a pureza de pensamentos, de idéias e de sentimentos, a pureza de coração, da palavra e da vida. Entretanto, depois de tudo isso conquistado, o clima de felicidade perfumará o nosso ser, e nunca mais a perderemos e ela nos acompanhará no tempo que se chama eternidade.”

Trecho extraído do livro Francisco de Assis / Miramez, psicografado por João Nunes Maia, onde Frei Cândava pede a Francisco de Assis que fale sobre a felicidade.

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