O Fator Obsessão no Contexto da Reforma Íntima

O mundo dos encarnados é repleto de Espíritos, havendo ampla e plena integração entre os dois planos da vida.

As influências recebidas pelos homens, no entanto, podem ser positivas ou negativas. Intuições e inspirações fluem dos bons Espíritos, visando ao auxílio dos encarnados nos seus empreendimentos, dando-lhes o necessário fortalecimento cristão. As sugestões do plano inferior, sempre presentes em estágios evolutivos como o da Crosta atualmente, quando constantes podem tornar-se obsessões simples e subjugações, conforme o seu maior ou menor grau de envolvimento e aceitação.

Pessoas envolvidas por obsessores tendem a pender para o mal, visto que os sentimentos predominantes nesses seres menos esclarecidos ainda estão distanciados dos ensinamentos de Jesus.

Trilhando por sendas desapegadas do Bem, é natural que a reforma íntima lhes fique extremamente dificultosa, pois a melhoria interior dependerá da própria negação do processo obsessivo.

Tem grande importância na reforma íntima afastar toda e qualquer forma de obsessão para que haja possibilidade de sucesso na empreitada.

Por paradoxal que possa parecer, um fator abrange o outro. O ser humano que não exercita a autocrítica deixa de fortalecer e cultivar sua fé nos postulados cristãos, terminando por agir camufladamente no tocante aos seus sentimentos. Com isso, torna-se presa fácil dos inimigos do Bem. Atrai e deixa-se levar pela obsessão. Por outro lado, quem está sob esse processo nefasto, fraqueja nas condições efetivas de empreender a reforma íntima. Com isso, surge o círculo vicioso da obsessão-ausência de reforma íntima.

Mas, importante princípio: a obsessão não representa um mal absoluto, ao contrário, é uma conseqüência da invigilância do próprio encarnado e da sua falta de querer positivo. Desejando, pois, afastar o(s) seu(s) obsessor(es), não basta tencionar. Para tanto, é preciso um mínimo de reforma íntima, de início, a fim de que seus bons sentimentos retornem e, aos poucos, a entidade inferior comece a perder seu campo de atuação, enfraquecendo a sua capacidade de influenciação.

Ajuda espiritual Superior e reuniões de desobsessão também auxiliam nesse processo de libertação.

Eliminando o assédio do obsessor, estará o encarnado mais apto a dar prosseguimento ao seu processo de reforma íntima. Sem quebrar sua vinculação com o mal que o cerca, impossibilitado ficará de concretizá-la.

Para conservar-se afastado de ascendências negativas, é condição suficiente manter-se harmonizado com o plano espiritual elevado. Boas ações e sintonia, por menor que seja, com os ensinamentos de Jesus são as armas e os antídotos para todos os males dessa natureza.

Quaisquer dos sentimentos ou posturas elencados na arrogância, avareza, ciúme, cólera, comodismo, covardia, cupidez, deslealdade, desprezo, desumanidade, dissimulação, falsidade, futilidade, ganância, impiedade, indisciplina, individualismo, inflexibilidade, ingratidão, insensibilidade, inveja, ira, irresponsabilidade, libertinagem, luxúria, maldade, malquerer, materialismo, melancolia, narcisismo, antipatia, amargor, ódio, pessimismo, preguiça, prepotência, raiva, rancor, rebeldia, ressentimento, teimosia, torpeza, vaidade e vingança, são atrativos para seres inferiores e processos obsessivos de toda ordem.

Abel Glaser pelo Espírito Cairbar Schutel, Fundamentos da Reforma Íntima – Ed. O Clarim

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