A Prece e os Fluidos

Reconhecidamente, a prece movimenta fluidos salutares a favor de quem a profere. Aquele que ora procede a uma invocação, entrando em contato através do pensamento com o ser ao qual se dirige. Seu pensamento, qual faísca elétrica, viaja através do fluido universal, transportando a sua solicitação, louvação ou agradecimento, formando uma corrente fluídica que, fatalmente, atinge o Espírito solicitado.

Se a luz viaja a uma velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo, o pensamento, dotado de energia e de vontade, ultrapassa em muito o raio de luz, sendo praticamente instantâneo. O fluido universal é, pois, o veículo do pensamento na comunicação entre os Espíritos que, separados por milhões de quilômetros de distância, emitem ordens, atendem solicitações e fazem valer suas vontades na geração de fenômenos e eventos voltados para o benefício de quem ora.

Em 1998, pesquisadores da Universidade de Duke nos Estados Unidos, provaram a eficácia da prece através de uma experiência científica, na qual separaram 150 pacientes, controlando durante o período em teste todas as variáveis possíveis, inclusive a frequência cardíaca. Nenhum dos pacientes sabia que era alvo de orações. Os cientistas solicitaram a sete grupos religiosos espalhados pelo mundo que orassem pelos pacientes. Budistas, freiras carmelitas, judeus que deixam preces no muro de Jerusalém, dentre outros, foram acionados para fazerem parte da estrana experiência. O resultado obtido depois do tempo aprazado foi o seguinte: a recuperação cirúrgica do grupo de pacientes alvo de orações foi entre 50% a 100% superior a de outros pacientes submetidos a iguais condições de tratamento, mas não lembrados em orações. A conclusão não deixou qualquer traço de dúvida. A oração é altamente relevante na recuperação de qualquer paciente. 

Mesmo que os médicos, em sua grande maioria, não entendam como se opera na prática essa alteração no estado de saúde do paciente apressando-lhe a melhora, não têm mais razão para descrer da eficácia da prece, até porque os pacientes não se condicionaram interiormente, ou seja, não se motivaram psiquicamente para a cura, pois desconheciam serem objetos de orações, o que poderia, caso soubessem, elevar a auto-estima e a capacidade de superação de seus estados patológicos, podendo ser relacionado a este fator a mudança psíquica do paciente, a cura operada.

Opostamente, pode-se deduzir, embora em sã consciência ninguém faria tal experiência, que se fosse solicitado a grupos trevosos para enviar aos mesmos pacientes pensamentos de ódio, de vingança, de agravamento de seus males, desejando-lhes a morte, obteríamos, mesmo com a proteção dispensada a alguns, um quadro matemático indicativo de agravamento da doença e, certamente, alguns óbitos.

Penso que a oração, em seu efeito fluídico, é capaz de produzir no perispírito um realinhamento nas partículas e subpartículas, fazendo-as retornar à sua ordenação natural, de vez que a doença é apenas uma desarrumação das mesmas. Os Espíritos que estudam e dominam a realidade quântica que rege a matéria são capazes de promover tais mudanças a níveis físico e perispiritual, provocando curas instantâneas como as promovia Jesus.

Se a cada estado, patológico ou de saúde, corresponde uma arrumação específica de partículas e subpartículas, nada mais lógico pensar que, imprimindo-se a estas uma quantidade de energia calculada para que mudem de posição e assumam outros desenhos correspondentes ao estado que se queira imprimir, isso venha a concretizar-se. Na linguagem espírita, diríamos: se a doença é causada por um mau fluido, torna-se necessário expulsá-lo do corpo ou neutralizá-lo com a ajuda de um bom fluido. E isso poderá ser feito através de passes, água fluidificada e, sobretudo, com o auxílio da prece sincera.

Vejamos o pensamento de André Luiz, expresso em sua obra “Mecanismos da Mediunidade”, quanto à atuação dos Espíritos na matéria: Os Espíritos aperfeiçoados, que conhecemos sob a designação de potências angélicas do Amor Divino, operam no micro e no macrocosmo, em nome da Sabedoria Excelsa, formando condições adequadas e multiformes à expansão, sustentação e projeção da vida, nas variadas esferas da Natureza, no encalço de aquisições celestiais que, por enquanto, estamos longe de perceber. Em outra obra do mesmo autor, “Evolução em Dois Mundos”, novamente ele se reporta a esta questão: Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colmeias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente redizidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para se transformarem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.

Do pequeno relato exposto, podemos concluir que o Espírito, a depender da sua condição evolutiva, tem o poder de atuar junto à matéria, modificando-lhe as características através de rearrumações nas partículas que a compõem. As curas instantâneas praticadas por Jesus não seriam produto dessa visão e atuação quânticas? Não veria ele a condição físico-perispiritual desorganizada e, a depender de sua vontade, promovia uma rearrumação nas partículas em desalinho, fazendo-as retornarem à condição anterior, quando ainda não se estabelecera a enfermidade? Deixemos com o leitor tal reflexão. 

Luiz Gonzaga Pinheiro, Mediunidade – Ed. EME

Anúncios
Esse post foi publicado em Sobre as Preces e marcado , , , , . Guardar link permanente.