Regras de Conduta

Após a primeira aula e já tendo tomado conhecimento do sistema adotado do programa da Escola de Aprendizes do Evangelho e das obrigações e deveres a cumprir, o aprendiz deve auscultar cuidadosamente seus sentimentos e suas idéias para saber se, realmente, deseja prosseguir nesse caminho difícil da autopurificação; se possui o ideal de melhorar-se, preparando-se para os testemunhos que o discipulado exigirá futuramente.

Se a resposta for favorável, assumirá então, consigo mesmo e com Jesus, um amplo compromisso de trabalhos e devotamentos presentes e futuros, anotando as seguintes regras de conduta:

  1. Assiduidade rigorosa aos trabalhos escolares;
  2. Despreocupar-se de opiniões, atitudes e interferências de terceiros; de preconceitos religiosos e sociais, que interfiram para desviá-lo do intento visado;
  3. Reagir a cansaços, desânimos e dificuldades de qualquer espécie, pois sabe poder contar com o auxílio dos benfeitores espirituais;
  4. Ter sempre à vista o quadro pré-organizado de defeitos e vícios, para regular sua repressão com prudência e equilíbrio;
  5. Manter rigor progressivo nos esforços de melhoria, a começar no lar doméstico, onde agirá de forma compreensiva, tolerante, bondosa, controlando palavras, gestos e impulsos menos dignos, até que a conduta se torne espontânea e natural;
  6. Fugir de atritos, discussões, comentários malévolos, disputas sobre o que for, cedendo sempre que possível a tudo o quanto não prejudique a terceiros ou ao seu trabalho;
  7. Intervir como elemento conciliador sempre que necessário evitando, porém, interferências não solicitadas ou impositivas;
  8. Tratar a todos com bondade e paciência, invariavelmente;
  9. Ser justo e enaltecer as virtudes, sem ferir aqueles que as não possuem;
  10. Fazer o bem sem ostentação, aconselhando, protegendo, ensinando, ajudando, mas, sobretudo, esclarecendo espiritualmente, pois que esta é a maior dádiva e a que tem realmente força para transformar moralmente os homens;
  11. Ser sempre um exemplo vivo de boa conduta e sentimentos elevados, no lar e fora dele, para que possa merecer confiança e respeito;
  12. Evitar fazer proselitismo impertinente, forçando pessoas a aceitarem pontos de vista e conhecimentos que não estão em condições d ecompreender e assimilar;
  13. Semear sempre a boa semente, sem preocupação de resultados imediatos;
  14. Realizar esforços permanentes de melhoria porque há sempre falhas a corrigir, coisas novas a conquistar, vivendo como vivemos, em um mundo inferior;
  15. Não se preocupar em demasia com acessos a cargos, posições ou bem materiais, porque o que cabe a cada um de nós a seu tempo nos virá às mãos da parte do Doador Eterno;
  16. Aperfeiçoar e desenvolver em si mesmo capacidades intrínsecas e energias potenciais, visando tarefas e responsabilidades futuras;
  17. Ter presente que a evangelização é um estado íntimo de espírito e não uma mera suposição de ser o que realmente não é, ou manter aparência ilusória de situação interna que não existe;
  18. Ser verdadeiro em tudo e buscar perfeição espiritual com todo afã, enquanto viver;
  19. Compreender que nada vem do exterior que possa substituir o esforço próprio, vindo do mais íntimo da alma e da consciência despertada pelo anseio da purificação;
  20. Considerar que o passado de erros e acertos fez o presente, um estado já mais avançado, donde pode, como aprendiz, lançar-se agora, sob o escudo do Evangelho, a mais altas esferas de atividade espiritual; que as raízes do passado são irremovíveis a não ser pelos resgates de sofrimento e pelos trabalhos em benefício dos semelhantes, que a evangelização favorece;
  21. Que como homem do mundo não tinha rumo, ou ideal definitivo como tem agora, como simples aprendiz, e de forma definitiva e segura.

Autores Diversos, Iniciação Espírita – Editora Aliança

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