Diga ao Mundo

Minha única maneira de me livrar de meus medos é fazendo filmes sobre eles.

Alfred Hitchcock

A maneira mais eficaz de se lidar com qualquer tipo de medo é expressá-lo. Se não fazemos isso, ele continua preso dentro de nós.

É um processo estranho, mas muito simples. Você nunca se sentiu melhor ou aliviado por contar a um amigo alguma coisa que o estivesse incomodando?

E nem é preciso expressar o problema em palavras. Basta ouvir a nona sinfonia de Beethoven, por exemplo, para saber que ele estava expressando seus medos mais profundos e sua esperança de voltar a ter alegria. Tudo isso em forma de música. Mas também podemos expressar os medos por meio da dança, da escultura, do desenho, de livros etc. Todas essas formas de expressão são válidas.

Falar a respeito de um medo também pode ser interessante. Quando li pela primeira vez esta frase de Alfred Hitchcock fiquei surpreso com sua maneira simples e clara de se expressar. Ele mostrava seus medos ao mundo por meio de filmes de suspense. Toda vez que alguém capta um medo (pense em algumas cenas de Disque M para matar e Janela Indiscreta), este se torna mais leve. Por intermédio de sua narração ele se liberta.

Mas ao assistirmos a um de seus filmes nós também trabalhamos os nossos medos. Artistas como Hitchcock revelam ao público os seus sentimentos e o resultado é sempre muito bom. A sinfonia eleva o espírito, o filme diverte. Expressar seus sentimentos coloca você em contato com o mundo e o mundo em contato com você.

Estabeleça o dia de hoje como o “dia da expressão dos medos”. Expresse um deles para o mundo.

David Kundtz, Momentos Serenos 2 – Editora Buterfly

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