Para que Orar?

A prece é uma emissão de onda mental intencional, com ou sem palavras, para cima ou para baixo. Nem toda oração objetiva o bem; pode-se rezar pedindo o mal de outro (e talvez haja resposta positiva). Se Deus conhece o de que precisamos, se a Lei prevê e provê a tudo – Para que orar?

A prece estabelece a comunhão mental com a Espiritualidade Superior e atrai o auxílio dela para as nossas reais necessidades espirituais. Enquanto estamos orando, criamos um estado de receptividade favorável à atuação de amigos do plano superior; podemos, então, ser atendidos porque eles entram em contato mais íntimo conosco em virtude da sintonia vibratória momentaneamente mais perfeita. Ela é condição de reequilíbrio do espírito necessitado, ajuda a conter impulsos do inconsciente que nos dominam e auxilia a modificar irmãos nossos por quem oramos. De fato, a intercessão é das maiores virtudes da prece; podemos e devemos orar pelos que sofrem ou correm perigo. Contudo, é imperioso observar, a oração há de atender ao nosso componente espiritual e não a questões materiais, a resolver por nossos próprios esforços na Terra e pela Lei. Ela deve referir-se a assuntos do Espírito eterno e não transitórios.

Comumente, as preces de uma pessoa parecem não ser atendidas e esta se queixa. De fato, o são, mas de maneira diversa daquela que foi indicada pelo interessado. Muitas vezes, o sujeito pede para tornar-se melhor e fica mais doente; sua prece foi levada em conta: a moléstia é um valioso fator regenerativo do espírito culpado. Outro gostaria de ter recursos para fazer caridade e só encontra dificuldades…

Segundo os ensinamentos de Jesus e de Kardec, a oração deve ser praticada considerando o seguinte:

  1. Sem exibição, em recolhimento;
  2. Com poucas palavras, bastando enunciar o que nos vai na alma;
  3. Com espontaneidade, sem atitudes e palavras estudadas;
  4. Expressar as necessidades espirituais;
  5. Ser colorida pelo sentimento, não labial nem mecânica;
  6. Servir para interceder por terceiros;
  7. Pode ser mental, não tendo necessidade de palavras audíveis.

 

Carlos Toledo Rizzini, Evolução Para o Terceiro Milênio – Ed. EDICEL

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