Esconderijos

Não se pode fugir de si mesmo indo para uma taverna.

Elbert Hubbard

Não, não se pode fugir de si mesmo, mas pode-se esconder e evitar tudo o que não se quer enfrentar indo até uma taverna. Este tipo de linguagem dos anos 20 pode parecer estranho aos nossos ouvidos hoje, mas a realidade continua a mesma.

E como somos bons em nos esconder! Às vezes nem percebemos que estamos fazendo isso. O problema é que agir assim só piora as coisas, pois sempre nos escondemos justamente daquilo que mais precisamos resolver. Alguns tipos de esconderijo:

Álcool e drogas são com certeza os mais comuns. Basta alguns copos ou pílulas e a dor e a agonia se tornam mais simples e fáceis de esquecer.

Televisão também ajuda. É só ligar no momento que se chega em casa e desligar antes de ir dormir. Ela sempre preenche aquele tempo que poderíamos usar para encarar… O que mesmo?

Humor também é uma boa forma de esconderijo, embora as pessoas já não tenham sequer paciência para ouvir uma piada. Mas quem fica o tempo todo fazendo piadas sobre o mesmo assunto com certeza está se escondendo de alguma coisa.

Trabalho é com certeza outra maneira bem comum de nos escondermos daquilo que não queremos enfrentar. Tem a “vantagem” de ser socialmente bem aceito e ainda rende algum dinheiro.

Mas as formas de esconderijo são infinitas: comida, religião, passatempos, falso moralismo ou qualquer coisa que não nos faça pensar naquilo que precisamos.

Para quem quer despertar de verdade, descobrir quais são seus esconderijos é essencial e ajuda a resgatar a identidade.

Fique em silêncio por alguns minutos hoje e descubra quais são suas formas, ainda que bem simples, de se esconder.

David Kundtz, Momentos Serenos 2 – Editora Buterfly

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