Os Fluidos II

Podemos iniciar o estudo dos fluidos por qualquer coisa: por uma pedra, por um pedaço de metal, por um vegetal, por um pouco de ar e por nosso próprio corpo, se o quisermos; porque tudo é composto de substâncias fluídicas que se combinam, solidificam e tomam formas mediante a ação das leis da Física e da Química e formam em nosso planeta os três reinos da natureza: o animal, o vegetal e o mineral.

Analisemos uma flor: é composta de substâncias fluídicas que se associaram de acordo com as leis da natureza. Ao aspirarmos o perfume da flor, aspiramos um fluido.

Examinemos um organismo humano: assim que o óvulo é fecundado inicia-se a operação da condensação de fluidos que lhe chegam através da alimentação materna. E nasce e para manter-se usa fluidos, quer em forma de alimentos quer no ar que respira. Quando se tornar um cadáver, observaremos que a putrefação o transformará: com o passar dos dias, ali onde havia ossos, carne, sangue, nervos, etc., nada mais resta; as substâncias fluidicas que formavam aquele corpo voltaram ao reservatório universal, quando as leis naturais que as mantinham coesas e combinadas deixaram de atuar.

Pensa-se hoje que todos os fluidos sejam derivados de um único fluido, o qual, mediante a atuação de poderosas forças cósmicas, multiplica-se na variedade imensa de fluidos que enchem o espaço e de dujas combinações se origina o Universo. A esse fluido em seu estado primitivo e livre de qualquer modificação dá-se o nome de fluido cósmico universal. Os seres e as coisas, desde o ínfimo micróbio da Terra aos radiosos mundos celestes estão mergulhados no fluido cósmico universal e são interpenetrados por ele. Fonte perene da vida, é uma dádiva do Pai celestial a todos os seus filhos que haurem no fluido cósmico universal o alimento por excelência para a economia de seus organismos, não só do organismo material como também do espiritual. Cada um o assimila de acordo com sua possibilidade orgânica e o recebe principalmente através da respiração.

Além dos fluidos do ambiente terreno, recebemos do Alto outros fluidos que emanam diretamente da esfera divina de Jesus, os quais são manipulados por ele e seus colaboradores. Chegam à Terra em forma de nuvens e trazem saúde, bem-estar, calma, resignação, coragem e alegria para todos; porém, são poucos os encarnados que se beneficiam integralmente desses fluidos: para que nosso perispírito esteja em condições de assimilá-los é necessário cultivar a pureza de pensamentos, palavras e atos. Essas nuvens de fluidos banham a Terra e constituem uma fonte inesgotável onde os espíritos curadores vão buscar os remédios espirituais para beneficiarem os doentes que se fizeram dignos de receber tais favores.

Assim como há o ar puro e balsâmico que tonifica há também os fluidos puros que nos revigoram e os fluidos impuros que nos abatem. A ação dos fluidos sobre nós é contínua. O pensamento é a força com a qual movimentamos os fluidos, atraindo-os e irradiando-os. Pensamentos puros movimentam fluidos puros; pensamentos impuros movimentam fluidos impuros. Se recebemos a dádiva celeste do fluido cósmico universal, independentemente de qualquer esforço de nossa parte, o mesmo não acontece com os outros fluidos. Recebemos os outros fluidos segundo a aplicação que dermos à nossa inteligência; inteligência moralizada, voltada ao bem, dá direito à recepção de fluidos benéficos; inteligência desmoralizada, isto é, entregue aos vícios e ao mal, só dá direito aos fluidos maléficos ao corpo e à alma.

Eliseu Rigonatti, A Mediunidade Sem Lágrimas – Ed. Pensamento

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