Tudo é Vibração

Se limitarmos o conceito de vibração ao ato de irradiar sentimentos benéficos, direcionados pela força da mente, que é o cumprimento de um dever de amor e solidariedade, estaremos deixando de lado o aspecto científico e filosófico da questão.

A Física vem a campo explicar que a energia pode ser transmitida em ondas mecânicas ou eletromagnéticas. Os exemplos são inúmeros. O som é vibração propagando-se no ar, a luz possui a natureza das ondas eletromagnéticas. Até o vento é vibração. Quem quiser pesquisar, pode assistir ao vídeo que mostra como rajadas de vento ritmadas derrubaram a colossal Ponte Tacoma, no Canadá, em 1940.

E se a Ciência nos ensina que as partículas subatômicas estão em movimento vibratório incessante, mostrando que a matéria bruta vibra em dimensões infinitesimais, a Filosofia eleva nosso pensamento às alturas, especulando que, se toda matéria e energia no Universo conhecido é movimento incessante, quer dizer que a própria Criação Divina expressa sua existência pelo fenômeno da vibração.

Desse modo, Religião, Ciência e Filosofia podem nos religar ao Pai Criador, pelo esforço de tentarmos compreender as vibrações.

Evitemos rebaixar o exercício amoroso das vibrações espirituais a mera sequência petitória. Já assistimos vibrações pedindo favores, como recursos para livrar a administração da casa espírita de algum incômodo vizinho, ou de soluções mágicas para problemas cuja solução compete ao esforço de trabalho dos encarnados. Também já ouvimos vibrações em que se pede para que os outros mudem para melhor, transferindo ao próximo o dever de melhoria das relações humanas que cabe a cada um.

Outra distorção das vibrações é a mecanicidade ou automatismo. Pode-se ler um roteiro de vibrações em casos em que o trabalhador tem boa vontade, mas alguma dificuldade de expressão. Mas os dirigentes devem cuidar para que não se perca a concentração.

Sempre incentivamos muito as vibrações em grupo, às quintas-feiras, que são ampliadas pela harmonia do grupo e possibilitam o aprendizado do trabalho em equipe. Mas montar esquemas em que se falam as vibrações “em roda”, sequencialmente, pode criar um automatismo que, quando muito repetido, tende ao petitório e inverte o sentido, que é dar e não receber.

Quando planejávamos esta edição, um companheiro apresentou uma excelente analogia: o trabalho de vibrações é como a doação voluntária de sangue, iniciativa que salva vidas todos os dias, no mundo inteiro. No trabalho de vibrações, doamos nossa energia vital, mental e emocional, de forma desprendida e voluntária. Esse recurso, nas mãos dos benfeitores espirituais, permite que se salvem muitas vidas. Assim como nos bancos de sangue, muitas vezes não conhecemos pessoalmente os beneficiados. E quando doamos nossas vibrações, melhoramos a nós mesmos pela prática da abnegação.

Lembremos que as vibrações coletivas foram instituídas em plena Segunda Guerra Mundial, como doação de recursos para os socorristas da Espiritualidade. Posteriormente, as vibrações individuais das 22 horas surgiram junto com as vibrações das 18 horas e das 20 horas, nos anos 1960, momentos dramáticos da história contemporânea brasileira.

Os Espíritos têm afirmado que não podemos imaginar como seria o mundo hoje se não tivesse ocorrido o socorro das vibrações nesses momentos cruciais. No esforço de manter nossa Aliança trabalhando para o Bem da Humanidade, precisamos preservar os trabalhos de vibrações no mais elevado nível de doação de Amor. Na Criação Divina tudo é vibração. E, no Plano de Deus, fomos criados para sermos co-criadores, à semelhança do Pai.

Eduardo Miyashiro, Diretor Geral da Aliança

Jornal O Trevo, nº438 – Janeiro de 2012

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