Instruções para o Uso da Caderneta Pessoal

Impresso a ser colado nas Cadernetas:

INSTRUÇÕES PARA O USO DESTA CADERNETA

Esta caderneta é uma arma eficiente na luta pela Reforma Íntima, que é o objetivo essencial da Escola de Aprendizes do Evangelho.

Não a confunda com confessionário. Ela não tem o dom de perdoar pecados.

Quando sentimos que estamos cultivando determinados vícios ou defeitos, devemos relacioná-los na caderneta. Assim, auxiliados por estas mesmas anotações, faremos um balanço periódico de nossa conduta e pensamentos, para verificar se já conseguimos vencer alguns desses defeitos. Grave bem: o esforço de vencê-los é todo nosso; a caderneta é apoio eficiente de que nos valemos.

A caderneta deve receber somente aquilo que diz respeito à nossa reforma moral. É um erro utilizá-la como diário sentimental, transformando suas páginas em muro de lamentações. Ora, lamentações denotam a existência de, pelo menos, um defeito íntimo: o egoísmo. Assim, a auto-análise nos indica que é o egoísmo que devemos combater para terminarmos com o vício da lamentação.

A caderneta não é, também, para receber somente anotações do tipo: “eu sou inferior e não consigo melhorar” ou “nada tenho a dizer, tudo vai bem”. Ora, basta reconhecer nossa inferioridade uma única vez; reconhecida esta condição, partamos para objetivos superiores. E, se nada temos a dizer, é porque não estamos levando a sério o nosso procedimento, pois um simples gesto – como a forma de cumprimentarmos um irmão – traz sempre consigo uma carga vibratória que fala daquilo que temos no coração.

O ideal é fazermos anotações periódicas na caderneta; cada anotação numa folha com a data respectiva, para que possamos acompanhar, cronologicamente, a nossa caminhada.

Enfim, a caderneta deve ser a testemunha silenciosa dos esforços feitos em prol da Reforma Íntima; elemento de comparação nas mudanças ue se operarão, troféu de uma batalha que o aprendiz venceu contra si próprio e contra as ilusórias atrações do mundo. Um instrumento para registro de atividades espirituais, sempre à mão; uma bússola qua aponta e relembra compromissos de caminhos retos e de conduta perfeita.

Vivência do Espiritismo Religioso, Editora Aliança

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