Apóstolo Tomé

Palavra grega derivada do hebraico que significa gêmeo. Era também chamado de Dídimo, cujo sentido em grego é igual ao de Tomé em Hebraico. Aparece pouquíssimas vezes nos evangelhos sinópticos e mais freqüentemente no Evangelho de João.

Impulsivamente, exortou seus companheiros a ir todos para Jerusalém com Jesus, a fim de morrer junto com seu Mestre (Jo. 11:16). Certa feita, demonstrou insegurança, quando perguntou a Jesus sobre o caminho que conduz ao Pai: “Senhor, nós não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho”.

Jesus lhe disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.” (Jo. 14:5-7)

Por não estar presente nas aparições anteriores de Jesus ressurrecto, Tomé recusou-se a acreditar até que pudesse ver e tocar Nele: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos e não meter a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei”. (Jo. 20:25)

Quando teve a oportunidade oito dias depois, de fazer isso, reconheceu a divindade de Cristo, proferindo as palavras: “Senhor meu e Deus meu”. (Jo. 20:28). Jesus, no entanto, repreendeu-o dizendo: “Porque me vistes, credes? Bem-aventurados os que não viram e creram”. (Jo. 20:28-29)

Depois disso, viu ele outra vez a Jesus no Mar de Tiberíades. Estava com outros seis de seus companheiros, quando Jesus veio, pôs-se na ribeira e perguntou-lhes: “Ó moços, tendes alguma cousa de comer?” Responderam-lhe eles: “Nada”. “Lançai, ordenou Jesus, a rede para a parte direita da embarcação e achareis.” Depois comeram peixes com Jesus na praia. (Jo. 21:1-12)

Tomé teve um fim trágico. Padeceu numa cidade da Índia. Uma flechada tirou-lhe a vida. Morreu vítima da hemorragia produzida pelo ferimento.

Diz a tradição que Tomé trabalhou na Partia e na Pérsia e fundou algumas igrejas na Índia. Há pouco tempo, foi encontrado, em linguagem copta, o que seria “o quarto Evangelho de Tomé”.

Sergito de Souza Cavalcanti, A Casa do Caminho e os primeiros cristãos – EDLECX